A mordida da Dora
Relato de infância
Durante a minha infância, quando eu tinha por volta de 6 anos, aconteceu em minha casa um churrasco que reuniu várias pessoas de minha família, inclusive “a personagem principal”, minha cachorra, a Dora.
No dia, ela estava bem agitada, via a gente comendo e queria também. Não parava de latir e acabou irritando a todos.
Daí meu tio disse a seguinte frase:
— Pega um pedaço de carne e taca pra ela comer. Em seguida, bata nela pra ela parar de latir.
Eu, inocente que era, fiz o que ele mandou. Quando fui bater nela ela avançou em mim, me jogou para trás e voou no meu rosto. Caí com tudo no chão. Logo em seguida, começou a sair muito sangue do meu rosto. Minha tia me ajudou, e logo em seguida meu pai me levou para a UPA.
Da UPA me encaminharam para o hospital infantil. Só me lembro de ter chegado lá, deitado na maca, e o médico me dando a anestesia, e eu começar a ficar mole devido aos efeitos do anestésico.
Meu pai estava comigo o tempo todo do meu lado e falou:
— Papai está aqui com você. Pai te ama — disse com lágrimas nos olhos.
Depois apaguei. Acordei com 3 pontos no rosto. No final, tudo ficou bem mas, até hoje, eu tenho uma pequena cicatriz no rosto, que guardo como lembrança, porque depois de uns anos, infelizmente, Dora adoeceu e faleceu.
Por Karoliny F. M.
