De repente, o amor!

Relato de vida

     Não vou começar igual a um conto de fadas “Era uma vez”. Tudo começou quando eu me mudei para um bairro em que não conhecia ninguém, além da minha tia que já morava por lá. Um belo dia, minha prima me chamou para ir à casa dela para conversarmos e jogarmos conversa fora, como era de costume quando a gente se via.

   Como ela morava no bairro fazia um tempinho, acabou fazendo amizades novas. Foi quando eu subi um morro alto onde ela morava, já havia um amigo dela no local. Eu sempre fui cismada em ter amizade com meninos do bairro, mas cheguei e o cumprimentei, tudo certo. Até que surgiu um rapaz de moto e parou perto de nós. Eu logo escondi meu celular, achando que ia ser assaltada, mas ele era só o amigo, do amigo, da minha prima. Ele chegou todo chegando, falando que tinha sofrido um acidente de bicicleta e foi contando os relatos para o amigo dele. Nisso, devido ao do susto, eu comecei a imitá-lo, achado bem feito do ocorrido e minha prima começou a rir. Nisso ele se despediu do amigo da minha prima e foi dar algumas voltas de moto.

     De repente, ele aparece de bicicleta de novo e começa a bater papo com a gente. Nisso ele começou a puxar assunto comigo, e a gente começou a conversar. Minha prima estava interessada nele, e eu nem “tchum”... Eu tinha acabado de sair de um relacionamento mas, mesmo assim, ele insistia em puxar assunto comigo, até o meu número de telefone ele quis, acredita?! Minha sorte era que eu estava sem celular, mas passei meu número mesmo assim. Do nada, decidimos ir na pracinha: brincamos de bola, jogamos e logo eu parei para descansar.

     Depois de algumas horas, minha tia liga para minha prima a chamando para voltar para casa. Eu decidi ir embora também. Ele queria me levar até a minha casa. Apresentei ele para minha mãe, falando que fiz uma nova amizade do bairro. A minha mãe, toda feliz, fez um convite para que ele entrasse e comesse um pão caseiro que ela tinha acabado de fazer. Ele todo envergonhado não quis e agradeceu, mas minha mãe insistiu, e ele aceitou.

     Na hora de ir embora, ele começou a puxar assunto comigo e eu cortando, mas ele teve uma ideia e decidiu fazer uma festinha na casa dele e chamar todo mundo que estava com a gente naquele dia, eu aceitei, para não ser muito grosseira.

    Chegou finalmente o dia da festa! Ele chegou lá em casa todo arrumado para me buscar. Como eu tinha muita vergonha, levei a minha irmã comigo, a minha prima desistiu em cima da hora. Chegado lá, conheci a mãe dele, ela me apresentou casa. Na cozinha, ela estava preparado uma porção para gente. Logo depois, conheci o pai dele. Na hora, fiquei com medo, mas no final ele era muito legal.

   Começamos a dançar, curtir e brincar. Ah... Já ia esquecendo de falar, ele não bebia nenhum tipo de bebida alcoólicas. Eu já bebia, nisso fiquei na minha bebida alcoólica e ele no refrigerante. A gente se beijou e, quando percebi, fiquei toda sem graça, mas ele pediu desculpa e ficou tudo bem.

    Minha irmã, o amigo dele e eu dormimos na casa dele. Minha irmã e eu fomos embora pela manhã. Ele sempre mandava mensagem para minha mãe e me ligava através do celular dela, por eu estar sem celular. A gente conversava e ficamos assim até uns dias. Quando o celular da minha mãe tocava bem de manhãzinha, ela olhava e via que era ele e falava para eu atender. Certa vez, eu falei para que deixasse tocar, que eu não ia atender. Do nada, começam a bater na porta de minha casa. A minha mãe comenta: “Pode ser ele”, e eu respondo: “Ah! Não”. Mandei minha irmã ir lá abrir a porta e falar que eu não estava em casa, mas ele insistiu em me chamar. Lá fui eu, enrolada na coberta e com o cabelo todo bagunçado atender a porta.

    Cheguei lá, ele me deu bom dia e me chamou para sair. Eu enrolei, dei mil desculpas e mesmo assim ele continuou insistindo. A minha mãe veio e falou que eu iria sim, e começou a me empurrar para o banheiro para tomar banho e separar minha roupa para que eu saísse com ele. Eu me arrumei e fui, e foi quando onde tudo começou.

    Ele me levou na casa do tio dele. Um apartamento que era de frente para praia e tinha muitas escadas para subir, pois ele morava no último andar. Subindo as escadas, ele me perguntou como que eu queria ser apresentada. Eu respondi: “Como amiga”. Chegando lá em cima, ele falou que tinha esquecido algo no carro e que tínhamos que descer. Eu por dentro: “O que eu vou fazer agora?”, respirei fundo e comecei a me tremer. A mãe dele me chamou para entrar e me apresentou como namorada dele. A minha cara foi no chão, juro, de tanta vergonha. Fui bem recebida e até elogiada.

     Almoçamos e decidimos ir à praia. Estava nublado, tempo frio, mas fomos mesmo assim. Chegando à praia, ele tirou o chinelo do pé e eu também, para andarmos na areia. Eu não estava preparada para o que ele estava prestes a fazer. Ele segurou a minha mão. Começamos a correr um atrás do outro, caímos na areia e demos as mãos até o finalzinho da praia. Acabei me apaixonando por ele. Quando chegamos no finalzinho da praia, contemplamos um pôr do sol muito lindo. Depois de alguns dias, ele me pediu em namoro e hoje estamos juntos faz três anos.

Por Kaylane R. A.